blogalize it!
Sexta-feira, Maio 05, 2006
Quinta-feira, Maio 04, 2006
062 Blogtrotter - vai devagar
Brevemente: flagrantes do secreto objecto.
Quarta-feira, Maio 03, 2006
061 Entretanto, na rádio cá de casa...

... vai tocando Ltj Bukem, Journey Inwards
Claramente um dos grandes vultos da música urbana actual, aqui faz do jazz matéria-prima para todo o tipo de manobras e surpreende tanto na tecelagem de suaves tecidos tropicais como em agressivas escavações de beats. Excepcional.
Segunda-feira, Maio 01, 2006
Quinta-feira, Abril 27, 2006
059 Sá
Quarta-feira, Abril 19, 2006
058 Rádio Memória - Emissão 21

Apocalypse 91... The Enemy Strikes Black, Public Enemy, Def Jam, 1991
Mas é inegável que ao quarto disco, os Public Enemy evolavam ainda uma agressividade e truculência difíceis de ignorar, a que não é alheia a projecção internacional que auguraram e que a corrosão da idade e o conformismo foram suavizando.
Poderemos afirmar, sem muita margem de erro que serão, a par dos meteóricos Disposable Heroes of Hipoprisy ou dos envolventes Cypress Hill, dos mais influentes representantes do intervencionismo cultural de cariz negro-urbano, sobrepondo o gangsta rap de sonoridade caótica e ordenação anti-racista ao hip-hop mainstream que delicadamente decorou as listas de vendas durante a década de noventa.
Domingo, Abril 16, 2006
057 Sangue no Mel
- transformou os filmes de terror de inspiração gore em brincadeiras de criança;
- consumou, finalmente, o milagre de evitar de continuarmos a ver, nos canais nacionais, o pastelão insuportável chamado Jesus da Nazaré, que o sr. Franco Zefirelli se lembrou de realizar em 1977 e que ainda hoje factura forte e feio.
Quinta-feira, Abril 13, 2006
056 E o pirata sou eu?

Durante anos a fio, pelo menos desde o advento do CD, a indústria discográfica tem sugado sofregamente a inesgotável teta do lucro fácil, praticando margens impensáveis num mercado aberto. A ponto das próprias editoras respeitarem uma espécie de pacto oligopólico de não agressão mantendo, assim, o filão bem protegido a intromissões alheias à industria.
Pois é, azar dos azares, alguém se intrometeu.
E para não me alongar demasiado, estão agora os senhores todo-poderosos da música preocupados com esses bandidos da pirataria informática? Só para rir, mesmo.
Podem aproveitar as chorudas contas bancárias que foram engordando desde há vinte anos para encontrarem uma solução honesta para o consumidor, que não fez mais senão encontrar uma alternativa menos onerosa de usufruir de algo chamado… cultura.
De facto, seria interessante desmistificar o cerne do problema, assim tivessem as editoras a coragem e vergonha de revelar o custo unitário de produção de um CD, para que o pudéssemos comparar com o preço a que é colocado ao consumidor final.
Segunda-feira, Abril 10, 2006
055 Desconfortos diários
Ø Porque será que as forças centrípetas que costumavam aproximar-me das salas de cinema são, ano após ano, cada vez mais fracas? Será por culpa de filmes como V for Vendetta ou The Pink Panther ou até pela desilusão de History of Violence de um Cronenberg em crise de meia-idade? Por este andar, dentro em breve a Academia entregará o Óscar não ao melhor mas ao menos mau...
Sexta-feira, Abril 07, 2006
054 Lobo.tomia
António Lobo Antunes
(Quase) não sorri
O seu discurso descoordena-se, confunde-se com os seus gestos
Ouve vozes enquanto escreve os seus livros
Confessa-se estranho num ambiente de entrevista, clima artificial e de subversivo
É muita gente
Escreve o que as vozes lhe ditam, o que o livro o obriga a escrever
Defende que os livros deveriam ser publicados sem o nome do autor
Precisa de três estados de alma para escrever - Paciência Orgulho Solidão
Acredita que todos temos um livro dentro
Gostaria que cada página de um seu livro fosse um espelho para quem o lê
Saúda o século XIX, onde existiam trinta génios a escrever em simultâneo
Respeita e inveja os poetas
Alerta para os cães pretos que habitam dentro de nós e que se devoram barbaramente
Não cede à provocação de fazer menção a Saramago
Agradece aos pais não o terem afogado em amor
Sorri quando recorda a guerra
Punha gravata para jantar, bebia chá e lia poesia em voz alta, na guerra
Assume os seus traumas de guerra
Enaltece, acima do amor, a inteligência dos sentidos
Confessa a morte de um Amigo como uma perda brutal e irreparável
Acha a velhice uma indignidade e a morte uma criatura desprezível
Tem um (raro) sorriso dócil e tranquilizador
É um homem estranho, porventura para além da comum dimensão dos homens não estranhos.
053 Entretanto, na rádio cá de casa...

... vai tocando RONI SIZE return to v
Terça-feira, Abril 04, 2006
052 Seinfeld
Oito anos em exibição e manifs quando os autores a deram por finalizada.
Kramer, Elaine, George e Jerry fazem rir as pedras da calçada e fá-lo-ão durante muitos anos, porque o seu humor é intemporal.
Sábado, Abril 01, 2006
051 Rádio Memória - Emissão 20

Mezzanine, Massive Attack, 1998
Esculpido por suave batida como é ex-libris, passa um luminoso raio pelo negrume de uma obra intensa e introspectiva e exibe um surpreendente sorriso de que Horace Andy (long time friend) e Elizabeth Fraser (ex-Cocteau Twins) são os perfeitos agentes provocadores.
Todos os acordes soam a despedida e não é por acaso que, nos oito anos que passaram desde então, apenas 100th window e um recentíssimo best of viram a luz do dia.
Esforço notável de superação de uma linguagem finita, pede meças a Blue Lines, perdendo para este apenas no efeito surpresa mas representando, no entanto, a pedra basilar do imponente edifício erguido pelo colectivo de Bristol desde há mais de uma década e meia.
Sexta-feira, Março 31, 2006
Quarta-feira, Março 29, 2006
049 Fonte da Telha, fonte velha

Segunda-feira, Março 27, 2006
048 Nip / Tuck

O apaixonado que pretende olhos orientais para agradar à mãe da noiva; o transexual para mudança de sexo; a jovem desfigurada por ter sido atropelada pelo filho do Dr. McNamara; a mulher com múltiplas personalidades, cada uma exigindo fisionomias diferentes; o traficante colombiano que esconde a droga nos implantes mamários das suas serventes.
Sátira negra ao mundo das aparências sociais, Christian Troy (quebra-corações e mulherengo compulsivo, frustrado pela vida) e Sean McNamara (casado, dois filhos, frustrado pela vida) são reflexos opostos do mesmo espelho, de bisturi em punho, protagonizando uma inenarrável história de dois homens que estão sempre em primeiro lugar, um para o outro.
Imperdível. No FOX LIFE.
Sexta-feira, Março 24, 2006
047 Urbis trauma

Quarta-feira, Março 22, 2006
046 .com
Domingo, Março 19, 2006
045 Revolução

Sábado, Março 18, 2006
Quinta-feira, Março 16, 2006
043 Blogtrotter - Vai devagar
Quarta-feira, Março 15, 2006
042 Squash it!

O mais fácil, por estranho que pareça, é chegar over the top, elevar o consumo de oxigénio a níveis incomportáveis pelo enchimento do peito, ultrapassar os limites.
Terça-feira, Março 14, 2006
041 Rádio Memória - Emissão 19
Dummy, Portishead, 1994Na verdade, a paralisia provocada pela audição deste disco é fictícia. Tudo continua em movimento, o espaço, o tempo, as coisas, nós. Apenas mais lento, em suspensão, à velocidade das emoções libertadas da voz de Beth Gibbons, arrastando-se pela textura trip-hop esticada ao limite da paleta dos Massive Attack. Centenas, é a conta certa para as vezes que se deve decifrar o enigmático baixo e estes violinos dissimulados, anunciando a derrocada dos beats em plena travessia da selva electro da década de noventa. Pobre sub-género, que pouco mais voltaria a dar senão laivos clonados de menor qualidade. Nem mesmo os Portishead voltariam a este estado de depuração e foi essa a traição que trouxeram ao Mundo: não deveríamos nunca ter permitido a perfeição.
Quinta-feira, Março 09, 2006
040 The special one
Não é permitido usar o argumento gasto que reza que o senhor é “um grande profissional, o melhor entre os melhores”, porque todos os nomes que aqui enuncio também o são ou foram, dentro e fora de portas.
Sábado, Março 04, 2006
039 Entretanto, na rádio cá de casa

... vai tocando Two Banks of Four City Watching
Indulgente exercício de reconversão dos desconchavos humanos, obriga a que as mais simples linhas paralelas se cruzem permanentemente, ocupa o espaço e o tempo da mais perfeita forma que há memória, desde que há dez anos alguém congeminou a fuga do Jazz dos seus espartilhos.
Segunda-feira, Fevereiro 27, 2006
Sexta-feira, Fevereiro 24, 2006
037 Passar das marcas
Mais do que o produto propriamente dito, a marca é a referência que nos enquadra no Mundo social (a notoriedade, o status, a pertença a um grupo, blábláblá...), que nos relativiza com o próximo ou que simplesmente nos identifica.
Serão as nossas vidas adornadas pelas marcas ou passaremos por elas sem pejo, ícones que vão e vêm sem deixar rasto?
Quantas marcas já consumimos durante a nossa vida?
Com quantas nos zangámos?
A quantas jurámos fidelidade e quantas voltaram?
E a quantas voltámos?
Quarta-feira, Fevereiro 22, 2006
036 Certeza e pesar
Ultimamente, várias vezes a tenho ouvido como algo, comum, normal, convencional nos dias que correm, outrora motivo de indignação.
Hoje, atribuir-lhe uma carga nebulosa ou de meia-palavra é motivo para aflições no sobrolho, é duvidar do bom senso de quem escolhe não pelo melhor, mas pelo que lhe faz melhor.
Segunda-feira, Fevereiro 20, 2006
035 Rádio Memória - Emissão 18

Tender Prey, Nick Cave and the Bad Seeds, 1988
Sexta-feira, Fevereiro 17, 2006
033 Mais Cronenberg

Desta vez foi a recordação do magnífico Christopher Walken em The Dead Zone onde, na sequência de um acidente de automóvel, adquire um dom paranormal de adivinhação do passado e do futuro de quem com ele se cruza. Na intercepção destas duas dimensões existe um ponto onde, por sua acção, o futuro pode ser alterado. É a zona morta…
Quarta-feira, Fevereiro 15, 2006
031 Blogtrotter - vai devagar
Encontros ao balcão do tasco para rescaldo do dia, entre uma cerveja ou um gin, são momentos ideais para ver a maldita chispa no olho, o cheque sem provisão ou a fraude perpetrada no tal acidente por fulano de tal.
Terça-feira, Fevereiro 14, 2006
030 Blogtrotter - vai devagar
... aqui:
Casa de Samaiões, a 2km de Chaves, 23:17

A escuridão e o silêncio são tão densos que quase se agarram.
(continua)
Domingo, Fevereiro 12, 2006
029 Muito Cronenberg

Este filme tem catorze anos mas continua perturbador, a cada visionamento.
No ciclo de Cronenberg que vai passando na Cinemateca de Lisboa, dois pseudo-intelectuais sussurraram e riram, em tom completamente idiota, durante todo o filme, incomodando quem se encontrava por perto, ainda mais que o Mugwump da fotografia. Celebraram com um gargalhar negligé, possivelmente comprometido, a sequência em que a centopeia gigante sodomiza Kiki.
Apesar destes dois cromos, da legendagem em espanhol e da minúscula sala, fica o prazer de recordar a magnificência do estilista da carne.
Sexta-feira, Fevereiro 10, 2006
028 Variações na blogosfera
Nestes dias discute-se na blogosfera, em turbilhão, a liberdade (de expressão). Ironia suprema, quando os liberais e modernos meios de comunicação são, ainda, necessários como veículo de reivindicação de direitos que, em tempos idos, se reclamaram em voz alta e punho cerrado e se julgavam adquiridos muito, muito antes dos computadores. Falta o vocal de quem fala por razões que são caras, a voz emotiva, inflamada, vívida, própria do direito à indignação. Escrevemos, o que já não é pouco e sempre temos o ponto de exclamação!, que vai ajudando a vociferar em silêncio.
Ver, num passado recente, alguns representantes do nosso aparelho governativo incorrendo no clientelismo de tomar partido das "forças aliadas", enfrentando de peito aberto os muçulmanos e agora, à cara-de-pau, ouvi-los promover o respeito pelas diferenças civilizacionais e culturais e compreender o comportamento grotesco de quem, cada vez mais, desafia a nossa existência. Ser português é assim mesmo, ter paciência para o discurso da incoerência.
Surpreende-me como mentes bolorentas insistem numa abordagem ao conceito de Liberdade (no seu sentido mais lato) pelos vectores ideológicos direita vs. esquerda. Trata-se apenas uma visão política, de curto alcance, redutora e até primária, de uma questão que interfere com os mais superiores valores da Humanidade e que, uma vez solidificados, permitir-nos-iam viver tal como nascemos ou como morreremos: simplesmente livres.
Quarta-feira, Fevereiro 08, 2006
026 Encruzilhada
O cerne de toda esta discussão está, convenhamos, numa simples questão que a todos diz respeito e a que ninguém, nem “nós” nem “eles”, ainda respondeu: será o sagrado (ícones religiosos, entenda-se) pacificamente caricaturável? Ou será possível uma espécie de pacto planetário em que cada religião habitará, definitivamente, acima de qualquer valor politico-social (inclusivamente da liberdade) e não irá, jamais, ser ferida de morte por abordagens menores? Bom, decidamo-nos.
Mas aqui, neste ponto, tudo me soa a uma guerra-santa à escala planetária onde, provavelmente, se jogarão muitas vidas, em nome da reconquista de direitos ameaçados pelo fanatismo ou para circunscrever a cada fronteira religiosa os seus seguidores. Cada coisa en su sítio.
Não deixa de ter um senso perverso se formos “nós” a promover a guerra contra argumentos e fundamentalismos religiosos, nem que seja para preservar aquilo que de mais básico conquistámos. A materialização primeira dessas vitórias é a liberdade, bem intangível que, tal como a religião e ao contrário do petróleo, não se vê. Sente-se, desfruta-se e engrandece-nos como seres inteligentes.
O que sempre criticámos ao povo muçulmano (branquear o derramamento de sangue em nome de valores do espírito) é precisamente o que tantas vezes fizemos, cá no nosso lado, onde nos auto proclamamos ordeiros e civilizados, pela conquista da liberdade de que nos orgulhamos.
Segunda-feira, Fevereiro 06, 2006
025 Arquivos da judiaria

STEVEN ALLAN SPIELBERG
Munich (2005) War of the Worlds (2005) The Terminal (2004) Catch Me If You Can (2002) Minority Report (2002) Artificial Intelligence: AI (2001) The Unfinished Journey (1999) Saving Private Ryan (1998) Amistad (1997) The Lost World: Jurassic Park (1997) Schindler's List (1993) Jurassic Park (1993) Amazing Stories: Book One (1992) Hook (1991) Always (1989) Indiana Jones and the Last Crusade (1989) Empire of the Sun (1987) The Color Purple (1985) Indiana Jones and the Temple of Doom (1984) Twilight Zone: The Movie (1983) E.T. the Extra-Terrestrial (1982) Raiders of the Lost Ark (1981) 1941 (1979) Close Encounters of the Third Kind (1977) Jaws (1975) The Sugarland Express (1974) Amblin' (1968) Slipstream (1967) Firelight (1964) Escape to Nowhere (1961) Fighter Squad (1961) The Last Gun (1959)
ALLEN KONIGSBERG
Match Point (2005) Melinda and Melinda (2004) Anything Else (2003) Hollywood Ending (2002) The Curse of the Jade Scorpion (2001) Small Time Crooks (2000) Sweet and Lowdown (1999) Celebrity (1998) Deconstructing Harry (1997) Everyone Says I Love You (1996) Mighty Aphrodite (1995) Bullets Over Broadway (1994) Manhattan Murder Mystery (1993) Husbands and Wives (1992) Shadows and Fog (1992) Alice (1990) Crimes and Misdemeanors (1989) New York Stories (Oedipus Wrecks) (1989) Another Woman (1988) September (1987) Radio Days (1987) Hannah and Her Sisters (1986) The Purple Rose of Cairo (1985) Broadway Danny Rose (1984) Zelig (1983) A Midsummer Night's Sex Comedy (1982) Stardust Memories (1980) Manhattan (1979) Interiors (1978) Annie Hall (1977) Love and Death (1975) Sleeper (1973) Everything You Always Wanted to Know About Sex But Were Afraid to Ask (1972) Bananas (1971) Take the Money and Run (1969) What's Up, Tiger Lily? (1966)
Impressionante, não?
Sexta-feira, Fevereiro 03, 2006
024 Contra-senso
Quinta-feira, Fevereiro 02, 2006
023 Um largo sorriso
Neste período, em que se granjeiam apoiantes e seguidores, em que se decide sobre o grosso das grandes linha orientadoras, em que tem de ser conquistada a maior margem de manobra e credibilidade e em que o Governo tem de provar rapidamente estar à altura das responsabilidades, Sócrates percebeu que tinha de intervir em áreas de indiscutível unanimidade.
Saúde-se, portanto, a coragem de agir.
No entanto, o Governo socrático, como ente dinâmico tipicamente português, vai apresentando já alguma debilidade de observação periférica, relevando a floresta em detrimento dos pequenos mas tão importantes pormenores da árvore.
Na verdade, a divulgação da implementação da banda larga no acesso à Internet em todas(!) as escolas portuguesas “coincidiu” com a presença de Bill Gates no nosso país. Esta é evidentemente a prova de que Sócrates sabe que estas felizes “fortunas do acaso” ajudam a estender o tapete vermelho à governação. Até aqui tudo bem.
Às crianças que rapidamente acedem agora à rede, Sócrates ofereceu o sorriso inocente da surpresa, um sorriso largo como a banda que nos põe em bicos de pés nesta Europa em cruel desenvolvimento, que nos exige para além do que podemos dar.
Segunda-feira, Janeiro 30, 2006
022 Quente & frio
Não é fácil lembrar algo para aludir ao dia de ontem. Esse mesmo, o tal, da neve. Daquelas figuras de estilo que corrigiria o lapso cometido pela frente fria, que passou por cá em vez de lá, na serra. Poderia, eventualmente, como recurso, utilizar uma escapatória de mau gosto, fazendo referência ao dérbi lisboeta, porquanto o resultado deste jogo acabaria por tornar-se, tal como o dia seguinte, lenta e irremediavelmente gélido.
Mas não. Não o farei. Não cairei nessa malévola tentação. Este belógue preza valores mais altos do que um efémero fervor (passe o contra-senso) clubista possa fazer crer. Apesar de Liedson ter feito uma exibição notável na noite anterior, apontando dois golos de belo efeito, um deles sobre o habituée Luisão, cingir-me-ei a apenas ao curioso dia de Domingo.
Estava coberto de uma carapaça branca, o quiosque onde comprei todos os jornais desportivos do dia e que assinalavam a forma brilhante como Carlos Martins (primeira parte) e João Moutinho (segunda parte) encheram o campo. E nem a calorosa ovação final à equipa leonina conseguiu aquecer os milhares de lisboetas que, no dia seguinte, tiritaram de frio com o ofertado nevão.
Sábado, Janeiro 28, 2006
021 Untitled
Décima primeira proposta: DE TRÁS DA ORELH@
veio deste ouvinte.
Décima segunda proposta: VINIL FM
Décima terceira proposta: SONS DO VINIL
Décima quarta proposta: ETERNO VINIL
Décima quinta proposta: VINYL DREAMS
Décima sexta proposta: SÓTÃO FM
Todas deste criativo visitante.
Quarta-feira, Janeiro 25, 2006
020 >>> Salva-vidas

ALQUEVA
Por enquanto, à medida das promessas, apenas o esquecimento, emoldurado na imponência de uma obra impressionante. Retratos de um país.
Terça-feira, Janeiro 24, 2006
019 Untitled
Oitava proposta: GIRA O DISCO E TOCA O MESMO, corrigida para
Nona proposta: MUDA O DISCO E TOCA O MESMO, que acabou em
Décima proposta: VIRA O DISCO E TOCA O MESMO.
Da assinante Catarina.
018 Untitled
Quarta proposta: VIAGENS SONORAS
Quinta proposta: SONS DE SEMPRE
Sexta proposta: PLANETA SOM
Sétima proposta: SONS DOS TEMPOS
todas desta leitora.
017 Bater na tecla
Segunda-feira, Janeiro 23, 2006
016 Untitled
Terceira proposta: VOLTA AO MUNDO EM 80 DISCOS de um visitante que não se apresentou...
Sábado, Janeiro 21, 2006
013 Período de reflexão
CAVACO...
SOARES...
... chegou a ter hipótese, no início destes três longos meses, de uma recuperação sustentada da desvantagem com que começou. O seu adversário directo sempre demonstrou uma endémica dificuldade em humanizar o discurso e esse facto, cruzado com a sua experiência, poderia equilibrar o confronto.
ALEGRE...
... foi a maior desilusão em termos de conteúdo, de ideias, de projecto. As qualidades humanistas que evidenciou, o inconformismo em que sustentou a coragem para assumir compromissos, não foram suficientes para suprir o vazio onde constantemente derivou e o eco que permanentemente fez de si próprio.
JERÒNIMO...
... não tem semblante para fa(c)to e gravata de PR. De revolução em riste, a sua luta é outra. Disse o que lhe apeteceu, batalhou por um ideal, desafiou adversários, falou, gritou, até à exaustão, ficou sem voz. E se lhe perguntarem porque aqui está e o que desta guerra pretende, responderá, certamente, que no peito lhe vai um partido que pretende ressuscitar.
LOUÇÃ...
... foi um excepcional aluno, é reconhecidamente um excelente professor e continua a ser um óptimo comunicador, apesar de várias vezes pisar os limites das boas regras de convivência entre adversários políticos. Este não é o seu terreno de eleição, onde as suas fragilidades como político se revelam com clareza. Move-se melhor na luta de partidos, na disputa do discurso, no confronto de ideologias, zonas oratórias onde não lhe exigem resultados. Aí sim, tem algo a dizer.
CONCLUSÃO...
... mais um Domingo sem futebol.
Quinta-feira, Janeiro 19, 2006
Quarta-feira, Janeiro 18, 2006
011. Rádio Memória - Emissão 017

Two Nuns And a Pack Mule, Rapeman, 1988
Ouvir a harmonia da explosão de uma granada cor-de-rosa e saborear uma deliciosa bola de gelado com estilhaços de vidro. Afagar a cria de um monstro sanguinário e dormir tranquilamente numa cama de faquir. Sorrir para as trevas disfarçadas de luz e ser amado por uma ninfa mortífera. Caminhar sobre brasas degustando um refrescante bourbon on the rocks. Sair de casa com o céu a desabar num dia soalheiro e pisar a verdejante terra que se abre sob os pés.
Registo único do mais poderoso projecto dos vários patrocinados por Steve Albini, ocupa um lugar inatingível na memória de quem fez (e faz) da música catalizador, motor de busca de novas dimensões. Ouçam-no e perceberão que este disco é assim: um murro no estômago de chorar por mais.
Obra-prima absoluta.
Domingo, Janeiro 15, 2006
010. Bater na tecla
Como se falava com os pais há quinze anos atrás? E como sabíamos se os filhos estavam bem na escola ou na visita de estudo? Como combinávamos jantares com amigos ou como nos encontrávamos na praia? Como contactávamos com colegas de trabalho?
Ainda bem que inventaram o telemóvel. Senão teríamos ainda esse penoso fardo chamado privacidade e continuaríamos isolados uns dos outros eternamente...
O volume e tom que se atribui à voz numa conversa telefónica em público, significam muito mais do que apenas vemos e/ou ouvimos. A dureza, a rispidez, a delicadeza ou diplomacia, a complexidade do discurso, o à vontade, a postura sobranceira ou autoritária, são todas evidências que o telemóvel é também, para além de um complexo equipamento multifunções, um meio de integração social e de afirmação num grupo, sobretudo profissionalmente. No recato do gabinete ou do lar, todos estes distorcidos tons de voz voltam certamente ao normal...
Quinta-feira, Janeiro 12, 2006
009. Variações na blogosfera
Os media tradicionais (televisão incluída?) vão sendo lenta e irreversivelmente penalizados pelas obrigações económicas das edições que colocam no mercado. O dever da imparcialidade é, muitas vezes, inimigo da frontalidade como expressão de verdade pessoal, a bem dos resultados.No blog, quem opina pode dizer o que bem entende, sobre o que bem entender. Sujeita-se a ter de se responsabilizar pelo que publica, mas isso são contas de outro rosário.
O blog, como meio de comunicação supostamente “paralelo” transforma-se, naturalmente, numa via privilegiada para comunicar e interagir, actualizando, promovendo o debate e o contraditório e, sobretudo, vivificando a notícia. Parece-me evidente que a blogosfera substitui, em quase toda a linha, o clássico media escrito. Sinal dos tempos que estimulará o espírito empreendedor de grupos editoriais?
Só não solucionei ainda o problema do tradicional e enraizado hábito de leitura na casa-de-banho.
Terça-feira, Janeiro 10, 2006
008. Untitled
Domingo, Janeiro 08, 2006
007. Tim Burton - Histórias de encantar

Basta perder dois minutos aqui.
Sábado, Janeiro 07, 2006
006. Rádio Memória - Emissão 016

Prefaz com The River a banda sonora perfeita de uma América estilhaçada por dentro, hesitante na encruzilhada entre passado e futuro e onde se identificam os ícones do american way of life a precisar de novo fôlego.
Aqui engole-se em seco e liberta-se a angústia nos bramidos que acordam um povo dormente, sempre com o orgulho americano no nível máximo em rock puro e duro. A capa é sintomática: a América está ferida, mas não precisa de nada nem de ninguém, de costas voltadas ao Mundo, quem quiser que a siga.
Quinta-feira, Janeiro 05, 2006
005. Causa perdida
Frente-a-frente com o colega comercial, sequioso de tantas coisas que se lhe transmitem todos os anos e que, com todo o direito, voltou a reivindicar para este novo dois mil e seis.
Profissional exemplar.
Exige-vos ensinamentos sobre o que se passou nos últimos doze meses, os objectivos para os próximos doze, tanto por cento? não será muito? sempre vai haver alterações nas normas?, a concorrência implacável, o quota de mercado (essa malvada ditadora) que teima em ter o zero à esquerda, e os rácios de rentabilidade? vão direitos? e o tal negócio? é este ano que o atacamos?… Um café? claro! vamos apanhar ar que temos ainda muito que falar, este vai ser o meu melhor ano, tenho aí umas coisas novas em vista…
Volta à carga, tarde dentro. Tarde dentro. Até tarde. A mulher insiste em telefonar. Tem dois garotos à espera para jantar mas fica, porque acumula neste dia o suor que vai espremer durante muitos meses. Precisa de manter a motivação no máximo. É em vocês que a procura. Exemplar!
Dentro de um mês vai ser despedido.
Ele não.
Puta de vida.
Quarta-feira, Janeiro 04, 2006
004. Entretanto, na rádio cá de casa...

... vai tocando Waldeck Balance of The Force
003. Untitled
002. Untitled
Caro amigo, obrigado pela referência sem qualquer ónus para o beneficiário. Por enquanto, pelo menos. Veremos que consequências gratificantes ou nefastas poderão advir de tamanha revelação, para uma das partes, para a outra ou para ambas.
Para já, não quero deixar de partilhar, uma vez mais, com os meus companheiros de diatribes blogosféricas, a tua chaise longue, onde brilhantemente discorrem e são dissecadas as nossas mais profundas dúvidas.
Aproveitem...
Terça-feira, Janeiro 03, 2006
001. Diferenças
No Brasil.
Brasileiro e português em conversa animada:
"Pô, o governo no seu país caiu, cara? Isso é terrivel! Agora seu povo se revolta, vai haver motins e vandalismo pelas ruas em sinal de protesto, não? O povo não brinca!!"
"Qual quê? Chego a casa e aminha mulher diz-me que caíu o governo e eu respondo: caguei, muda para a SporTV. Tá a dar o Benfica..."
Gag de Aldo Lima
Sábado, Dezembro 31, 2005
NOVA CONTAGEM: 2006
Sexta-feira, Dezembro 30, 2005
Bater na tecla
Perguntei o que se passa com a tua voz? está quase imperceptível. já foste ao médico ver isso?. Tranquilizou-me já ando assim há uns dias, devo ter apanhado um virus qualquer sem importância, mas está tudo bem. já tomei umas coisas, tou melhorzito, há-de passar.
Se eu fosse o dia trinta e um de Dezembro não ficaria nada satisfeito de ver balanços do ano sem ser consultado. Ficaria mesmo muito chateado.
Quarta-feira, Dezembro 28, 2005
>>> Salva-vidas

Como este que me acompanha, Mozart.
Vai fazendo parte de um dia que nasce lentamente, as coisas tomando o seu lugar, vestindo o seu sentido, justo ao compasso. Apelo à resistência para não ceder à vontade de fechar os olhos enquanto o coro entoa Confutatis Maledictis em fá menor.
Cá vou, perturbado pelos violinos sobrepostos, coincidentes com os semáforos. As tubas e clarinetes que empurram as crianças nas passadeiras, a pressa é muita. Vamos, que as férias de Natal não deixam a preguiça ganhar alento!
Já ressoa a sequência número seis com a cantoria em fá menor, Lacrimosa parece-me ouvir.
Enfim, a angústia de Lux Aeterna, também num fá pequeno, o cartão na ranhura, a cancela que se ergue, imponente! os aplausos ensurdecedores que abafam um tímido bom dia através do vidro, na luz da sala e na escuridão da garagem. Bravo! Bravo!
Por vezes, breves momentos valem eternidades.
Tenho uma reunião às dez.
Segunda-feira, Dezembro 26, 2005
Ofereceram-me
A família em geral:
Uns sapatos para usar no trabalho;
Uma camisa, para usar com o fato castanho, para trabalhar;
Uma camisola, que o tempo agora anda fresco, para usar no trabalho;
Uma pasta para o computador, para trabalhar;
Uma caneta para trabalhar;
Uma pen drive para trabalhar;
As minhas avós:
Vinte euros cada uma.
Adoro as minhas avós...
Sábado, Dezembro 24, 2005
Rádio Memória - Emissão Especial Natal 2005

Do They Know It's Christmas?, Band Aid, 1984
Relativamente à primeira, deixemo-nos de criticismos. Se temos de mercantilizar a arte, então que seja por uma boa causa e quando assim é, nada a dizer (mesmo com a brilhante ideia de atirar o Natal para cima de um continente maioritariamente muçulmano).
Sexta-feira, Dezembro 23, 2005
Bater na tecla
Quarta-feira, Dezembro 21, 2005
Rádio Memória - Emissão 015

Brothers in Arms, Dire Straits, 1985
À medida que a exigência sonora ia aumentando com o ocaso do milénio, os cruzados lutadores pela sobrevivência do rock de refrão e solo iam definhando, perdendo força, rendendo-se a um novo mundo que nascia da extinção da sua escola.
Este exemplo, como muitos outros, acompanhou sem compromisso a adolescência de quem aprendia a ouvir música, imberbes desgostos e euforias de gente que mil vezes o gravou, regravou, cantou e dançou, assim haja muitos Walk of Life pela vida fora.
A voz monocórdica de Knopfler pouco ajudava, mas pôs meio Mundo a exigir uma MTV que por fim, vinte anos depois, veio por cabo, mas para os Straits, ao fim ao cabo, foi o fim.
Terça-feira, Dezembro 20, 2005
A palavra
Segunda-feira, Dezembro 19, 2005
>>> Salva-vidas

Esta é uma fabulosa fotografia do lago na Mina de S. Domingos, concelho de Mértola, Alentejo profundo. Tem certamente alguns anos, pela genuína nudez patenteada nas margens, hoje em dia saturadas de marcas humanas.
Mesmo assim, é para onde fujo, de quando em vez.
Para quem conhece é recordar. Para quem não conhece, imaginar.
Não é preciso mais comentários.
Não me lembro do nome do autor da foto (e do magnífico trabalho de tratamento de imagem) nem do site de onde a pedi emprestada. Se passar por aqui, retribuo-a como uma homenagem.
Entretanto, na rádio cá de casa...

... vai tocando jazzanova remixes 2002-2005
São assim os Jazzanova: inventores do inventado, em que o génio melhor se espraia quando percorrem o universo alheio do que quando agem por graça própria.
Indispensável!
Sábado, Dezembro 17, 2005

A reunião estava a correr muito bem. E assim continuou até final, frutífera e produtiva.
Por entre os vários assuntos focados, prevaleceu-me na memória um, abordado no intervalo para café, pela própria pessoa que analisa o risco individual para concessão de crédito:
O tecido social médio português faz questão de viver na corda-bamba, assumindo níveis de endividamento insustentáveis e taxas de esforço de tal forma sensíveis, que a falha do subsídio de almoço (por doença, por exemplo) é suficiente para inviabilizar o orçamento do mês e originar o incumprimento perante os credores.
Daí, à confirmação de crédito irrecuperável, à apropriação dos bens pela entidade financiadora e ao cadastro no Banco de Portugal é um ápice, tornando-se esta incontrolável espiral uma das primeiras razões para a derrocada pessoal e familiar.
Nada de novo, verdade? Nada que não se soubesse.
Mas nunca o tinha ouvido, neste tom tão conformado de quem destas vicissitudes faz ofício, por entre um gole de café e uma prolongada baforada no SG Gigante.
Devia ser instituído o dia nacional sem portas.
Porque hoje (já) é Sábado, pausa.
Sexta-feira, Dezembro 16, 2005
Rei Kong II
King Kong desilude em toda a linha porque é um absoluto e desregrado exagero. Em tudo.
Na duração, nos efeitos visuais, no desprezo pelo personagem central (o gorila, obviamente), pela exploração doentia de um cenário pré-histórico, pelo uso e abuso da repetitiva fórmula de vídeo-jogo com que penosamente terminou a saga dos anéis, pela invenção absurda de criaturas exterminadoras de todas as formas e feitios, pelo ar ignorante com que caracteriza os protagonistas, pela exploração maçadora de uma ridícula e absurda paixão de uma mulher por um gorila gigante.
É pouco animador o caminho que se adivinha para a arte de Peter Jackson. Não que nela resida a salvação das intelectualidades do planeta cinema, mas porque num tempo em que o talento tanto rareia, seria um prazer que não se perdesse a sua capacidade e visão criativas.
Sobretudo porque na sua narrativa e encenação Jackson vai lentamente tornando-se autista no que à esfera humana diz respeito, de que são exemplos recentes Titanic e a série Matrix.
King Kong é uma manifestação unilateral de emoções, onde o cérebro de quem vê pára durante cento e oitenta minutos, substituindo-se por uma ignorante máquina descodificadora, que se entretém a decifrar as tecnológicas diatribes da acção e converte em dólares cada frame que passa no écran.
Não falta muito para que o cinema se faça sem actores e Peter Jackson está cheio de pressa que esse dia chegue. Por mim, estamos bem assim.
Era bom era, que assim fosse. Mas não é.
Por isso o velhinho gorila de Schoedsack & Cooper já está pronto para regressar ao DVD.
Desculpa lá Naomi, mas o Lynch é que sabe...
Quinta-feira, Dezembro 15, 2005
Interrupção por falha técnica
Ainda a propósito da privacidade:
Quem criticou o Big Brother poderá, brevemente, vir a fazer parte dele:
Já começou!
E já agora: botão de pânico??????
Interrupção por falha técnica
"It's not the first time someone's lost a job because of a blog.
It makes sense for a company or organization not to hire or keep someone who's been highly critical of the organization or who has revealed information they don't want made public. (...)
Seems like people still don't know what to do about blogging.
For bloggers, it's worth knowing that whatever you say on your blog -- or anywhere on the Internet -- may someday resonate in a way you didn't expect."
Leiam tudo no Miami Herald.
Será isto a manifestação de um proteccionismo natural e aceitável da privacidade de universos pessoais ou empresariais?
Ou assistimos (e servimos de cobaias) ao despontar de uma nova escola de censura?
Curioso. E intrigante...
Quarta-feira, Dezembro 14, 2005
Entretanto, na rádio cá de casa...

... vai tocando quantic apricot morning
Aos vinte e dois anos, Quantic vale a pena sobretudo pelo invulgar talento para identificar e explorar os futuros caminhos da música urbana que passam, invariavelmente, pela sua inspiração.
Terça-feira, Dezembro 13, 2005
Blogthrotter - O frio que faz na serra III
Almocei por quinze euros o que na capital do império me custaria cinquenta.
Se não fosse por coisas, passava a vir cá almoçar.
Mas é melhor não. Ainda é um esticão.
Blogthrotter - O frio que faz na serra II
Afinal é verdade. Há por aqui habitantes. Vi alguns de manhã.
Há mais parquímetros que carros.
Blogthrotter - O frio que faz na serra I
Às dez e meia da noite é uma autêntica cidade fantasma - não se vislumbra viv'alma. Acaso será do frio que desliza silencioso do alto da serra, obrigando os três mil e novecentos habitantes a acompanhar a recolha do sol. Aqui há mais figurantes, acreditem...
Fiquei desiludido - esperava um frio de enregelar o olhar e afinal em Lisboa o mercúrio estava mais abaixo. Pelo menos hoje. Capital é capital, até nas agruras do tempo.
E conheço-lhe edifícios em que caberiam duas destas.
Maledicência? Nada disso. Inveja evidentemente, até pela memória com que fiquei do edifício mais alto que o meu olhar pode alcançar, por este andar, três andares, por cima um sótão, por cima serra e por cima estrelas.
A wikipédia informa com mais pormenor.
Domingo, Dezembro 11, 2005
Ainda a (nossa) guerra do golf

Quinta-feira, Dezembro 08, 2005
Rei Kong
Regressa uma das mais fascinantes personagens do imaginário colectivo.O gigantesco gorila King Kong, cujo especial feitio fez as delicias de muitas gerações, confiou a Peter Jackson a tarefa de o reinventar em 2005.
No caso, mais do que o temperamento do macaco, especiais serão por certo os efeitos, bem ao jeito de Mr. Jackson of the Rings, numa lufada refrescante na série B de qualidade garantida, com sensualidade mais que q.b. com Naomi Watts e o explícito glamour de não ter muito para mostrar e poder distribuir virtuosismo em doses generosas.
Um pouco creditado ensaio de John Guillermin em 1976 com Jessica Lange medeia entre o "original" de 1933 de Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack (Fay Wray inesquecível) e este renascimento bem oportuno, versões estas que serão evidentemente comparadas.
O mesmo termo pode ser estabelecido entre os Dráculas de Coppola (1992) e Murnau (Nosferatu, de 1922). Apesar de separados por setenta anos, ambos foram, dentro dos seus limites e épocas, fundamentais para entender a essência da personagem central.
Os gorilas, separados por setenta e dois anos serão, inevitavelmente, alvo do mesmo exercício de equivalência.




















